A Sede da Alma
A secura espiritual não é um castigo, mas o alerta de que fomos feitos para o Eterno.
O cansaço que você sente e a aridez que parece ter tomado conta da sua rotina não são seus inimigos. Quando a luz de combustível acende no painel, ela não quer destruir o carro; ela quer evitar que ele pare no meio do caminho. Da mesma forma, a apatia espiritual é a luz vermelha da nossa alma, avisando que estamos tentando rodar com o tanque vazio.
No Salmo 63, o rei Davi escreve do árido deserto de Judá. Mas a sua verdadeira agonia não era a falta de água física, era a ausência da presença divina. Ele nos ensina que o primeiro passo para o deserto florescer é parar de disfarçar a nossa secura e admitir a nossa urgência por Deus. A sede é, na verdade, um convite.
Feche a porta, silencie as notificações e ouça no vídeo abaixo a nossa reflexão poética e musical de hoje. Que o seu coração encontre na presença de Cristo a única água capaz de saciá-lo plenamente.
Canção poética - Versão em Português
Versão em Inglês
A SEDE DA ALMA
(Baseado no Salmo 63:1)
[Verso 1]
A areia fina queima o peito,
O vento seco racha a voz.
Não é por água que pereço,
É o vazio que há em nós.
Na angústia que me apressa,
A luz vermelha vem a piscar.
Minha alma, exausta, confessa:
Só Tua presença pode a sede saciar.
[Refrão]
Oh, meu Deus, em meio à aridez,
Rasga o meu peito de uma vez,
E faz brotar, na terra seca, a Tua paz.
[Verso 2]
Sinto a terra rachada sob os pés,
Sol a pique, sem sombra, sem véu.
Não é a garganta que se cala,
É a alma que clama pelo céu.
Caminho na estrada da rotina,
Sedento, mas não sei de quê.
Até que Tua voz me anima:
"Minha alma tem sede de Ti,
Meu corpo Te procura, terra seca, exausto e nu."
[Refrão]
Na solidão do deserto,
Onde tudo emudece e se perde,
Sacia-me e fica perto,
Faz da aridez um vale verde.
Volto amanhã com a parte 2 desta jornada.




