Cisternas de Areia
O cansaço de buscar alívio em poços que não retêm a graça de Deus.
Imagine a agonia de um náufrago que, desesperado de sede, decide beber a água salgada do mar. O alívio na garganta dura apenas segundos, mas o sal acelera a sua desidratação. É exatamente isso que fazemos quando buscamos sentido, descanso e identidade longe do Criador. Nós trocamos a fonte inesgotável por ilusões temporárias.
O profeta Jeremias descreve essa tragédia como o ato de cavar “cisternas rotas, que não retêm as águas”. Nosso esgotamento, muitas vezes, não vem da falta de Deus, mas do excesso de esforço inútil gasto em tentar cavar poços no sucesso profissional, no ativismo religioso ou na aceitação alheia. São potes de barro rachados por onde a areia fina escorre, deixando-nos vazios novamente.
No poema musical de hoje, convidamos você a abandonar a fadiga das suas cisternas. Assista ao vídeo abaixo e permita-se voltar à verdadeira Fonte de Águas Vivas.
Canção Poética - Versão em Português
Versão em Inglês
CISTERNAS DE AREIA
(Baseado em Jeremias 2:13)
[Verso 1]
Cavei com mãos na dura pedra,
Busquei descanso no que é vão.
Bebi do mar que não sacia,
Sal, cansaço e ilusão.
Troquei a Fonte inesgotável
Por potes rotos, poços mil.
O meu esforço miserável
Tornou meu peito árido e hostil.
[Refrão]
Perdoa, Pai, a vã lida,
De procurar a própria vida
Longe das águas do Teu rio.
[Verso 2]
"Fiquem espantados com isto, ó céus!"
Cavei com mãos na pedra fria,
Buscando em vão o que sarar.
Bebi do mar, a boca seca,
Só encontrei sal e pesar.
Deixei a Fonte que não seca
Por potes rotos, sem valor.
A minha força, agora fraca,
Revela um peito sem amor.
[Refrão]
Perdoa, Pai, esta ferida,
De ter fugido da Tua vida
Longe das águas do Teu amor.
Volto amanhã com a parte 3 desta jornada.




