A imersão a que somos submetidos diariamente por obrigações suspeitas de veracidade, combinadas com as amarras tecnológicas, podem nos conduzir rapidamente a uma sensação de vazio difícil de ser eliminado. Para fugir deste estado, vamos caminhar juntos pelas areias da nossa própria interioridade. Reconhecemos o alerta da nossa sede (Salmo 63), expomos a inutilidade das nossas cisternas rachadas (Jeremias 2), sentamo-nos à mesa da graça (Isaías 55), buscamos refúgio no silêncio da oração (Marcos 1) e, finalmente, recebemos a promessa da chuva do Espírito (Isaías 44).
A proposta da Câmara Interior é ser esse refúgio estético e meditativo para o cultivo da quietude e da profundidade interior. Não fomos criados para vivermos vazios, consumidos pela urgência dos dias. A Escritura nos guia de volta para casa, onde o nosso deserto pessoal, tocado pelo amor de Cristo, inevitavelmente floresce.
Feche a porta, silencie as notificações e ouça a reflexão poética e musical desta jornada. Que o seu coração encontre na presença de Cristo a única água capaz de saciá-lo plenamente.
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