Quando o Relógio de Deus Parece Parar
A prisão não é um desvio no plano divino, mas a sala de aula onde o caráter é refinado.
As paredes de uma prisão têm a textura da estagnação. Os dias se repetem, as promessas parecem desbotar e o esquecimento bate à porta. José interpretou os sonhos do copeiro e do padeiro, pediu para ser lembrado, mas o que recebeu em troca foi o silêncio de mais dois anos de espera.
A pressa digital nos adoece porque nos faz acreditar que o tempo parado é tempo perdido. Na economia de Deus, contudo, a sala de espera é o lugar onde o orgulho morre e a dependência amadurece. José não usou o tempo de confinamento para cultivar a amargura, mas para servir onde estava. Se a sua vida parece congelada em uma rotina fria ou em uma promessa não cumprida, não tente forçar as portas. Há uma obra profunda sendo feita no seu interior enquanto você espera.
Ouça a música sobre a prisão de José.
NA SALA DE ESPERA
As sombras nesta cela crescem longas e frias.
Mais um dia, onde a liberdade me foi negada.
Eu vi a luz, falei a verdade, fugi de heresias.
Mas o lugar mais escuro é onde minha vida foi trancada.
O copeiro sai livre, do padeiro a morte é o preço.
E eu sou deixado aqui, promessa sem endereço.
Mas as paredes não prendem o Espírito, nem a luz
Eu servirei ao Deus que me chamou na solidão da cruz.
Esta prisão é uma escola, minha fé não se negocia
Estou plantado junto ao rio, meu propósito não se esvazia.
Mas o lugar mais escuro é onde minha vida foi trancada.
O copeiro sai livre, do padeiro a morte é o preço.
E eu sou deixado aqui, promessa sem endereço.
Mas as paredes não prendem o Espírito, nem a luz
Eu servirei ao Deus que me chamou na solidão da cruz.
Esta prisão é uma escola, minha fé não se negocia
Estou plantado junto ao rio, meu propósito não se esvazia.
Nas sombras desta cela, decido cantar.
Meu coração escolhe adorar;
Minhas mãos decidem servir
O propósito do Oleiro, é o que eu devo cumprir.
Amanhã continuamos com o quarto dia da Jornada de José.



